DEMONSTRATIVOS E TÉCNICAS DE MEDIÇÃO EM TELEATENDIMENTO EM FONES

Estamos neste informativo respondendo as diversas solicitações dos usuários para com a questão das técnicas de quantificação dos demonstrativos ambientais ocupacionais na área de teleatendimento, concedendo aos gestores e tomadores de serviços conhecimento necessário para contratação e aprovação dos resultados de medições junto às empresas executoras. Destaque o site audiodosimetria de fone (clique aqui).

Parecer e alertas: técnica de medição segundo a ISO 11904 e outras não reconhecidas.

 

Então, disponibilizamos os artigos e pareceres a seguir com comentários abaixo dos principais pontos envolvidos:

 

Segue parecer sobre Microfone MIRE:

http://www.isegnet.com.br/siteedit/arquivos/Realidade%20da%20tecnica%20do%20Microfone%20de%20insercao_Mire_no_Isegnet.pdf

 

http://www.isegnet.com.br/siteedit/site/pg_materia.cfm?codmat=138


Inovação com estado da  técnica com os Limitadores acústicos RS60:

http://3rhsec.com/controladores-ac%C3%BAsticos.html

 

O apresentado neste parecer é muito claro. Não há referência dentro do canal auditivo e sim na altura do ombro, isto quer dizer que os limites normativos são considerados num raio até 15 cm da orelha do colaborador; como também claramente requerido pela NHO-01. Na técnica do Microfone MIRE devido as diversas dimensões dos canais auditivos, dentre inclinações do canal, ceras e pelos, não há como estabelecer em campo uma referência absoluta para que seja ajustado ao nível de pressão sonora na altura do ombro, referências das normas regulamentadoras e técnicas brasileiras. O que fica claro quando executado no mesmo ambiente medições com microfone MIRE (Microfone in a Real Ear) e com o microfone capacitivo convencional na altura do ombro. Os valores medidos deveriam ser os mesmos ou bastantes semelhantes quando a orelha aberta, isto é, escutando o som direto do ambiente; o que não ocorre quando utilizado o MIRE. No próprio manual do fornecedor do equipamento de medição com MIRE é informado que os níveis de pressão sonora que chegam no tímpano são diferentes para diferentes pessoas o que individualiza a medição. Portanto, não há correspondência alguma para comparação com limites normativos neste caso e o profissional que alega que é melhor medir no canal auditivo não possui o mínimo de conhecimento básico em acústica, acoplamento e convolução, nem leu o manual do equipamento sendo estes negligentes, enganando seus clientes, realizando medições e laudos com imperícia. De forma equivocada utilizam um dado individual sem referência absoluta para toda a população exposta ao mesmo head-set.


Os fornecedores destes equipamentos não o recomendam atualmente para dosimetria em teleatendimento, mas sim para "avaliações individuais" em determinadas circunstâncias sobre controle, pois os valores medidos variam de pessoa a pessoa. A ISO 11904-1 (MIRE) deixa claro sobre as inúmeras correções que devem ser realizadas com o microfone MIRE cujo o resultado individual deveria ser rebatido na altura do ombro, pois não há referência normativa na altura do tímpano.

 

Além disso, o MIRE (Microfone in a Real Ear) incomoda o operador provoca medições erradas confundidas com choque acústicas devido às colisões do microfone no canal auditivo, pois o Head_Set (fone) fica por cima do fixador do MIRE e é movimentado diversas vezes pelo operado. Esta técnica embora normalizada para algumas aplicações só é recomendada quando bem controlado o ambiente e em medições em pequenos intervalos de tempo: realizando higienização do colaborador, corte de pelos e ajustes adequados, contudo, são dados individuais. Isso se deve a necessidade do que se está medindo dentro do canal auditivo tenha o mesmo valor do que se mede na altura do ombro para comparação adequada as normas e limites de tolerância. Além disso, o próprio microfone é uma barreira, comprometendo as faixas de frequência das medições. Os otorrinos também não recomendam inserir nenhum corpo estranho na orelha. Reiterando, os fornecedores destes equipamentos não mais o recomendam por saberem dos diversos problemas inerentes às medições com o MIRE.


Vídeo Técnicas de Medição em Teleatendimento: exposição e ambiente, e, medições especiais.

 

As medições recomendadas são com a técnica da cabeça artificial normalizada (como a Neumann KU100) com microfone compensado para campo difuso onde o conjunto de eletrônica interna normalizada e lineariza o sinal de nível de pressão sonora (NPS), sem necessidade de correções como sugerido pela norma ISO 11904-2, ajusta-se o nível de pressão sonora medido com o microfone da cabeça ao do equipamento de medição com microfone convencional na altura do ombro, com calibradores convencionais, obtendo as referências metrológicas necessárias para a comparação com os limites normativos. O que é claro!


Basta utilizar um dispositivo chamado carona, ou carrapato, ou Y, direto na PA ou no computador para separar o sinal em dois, cortando o sinal do microfone que vai para o head-set, deixando passar apenas em um dos dois canais o de áudio que vai para a cabeça artificial normalizada. Desta forma permite-se que o operador de teleatendimento aumente ou diminua o volume livremente refletindo estas mudanças nos dois fones: do operador e do equipamento de medição (um dos ouvidos da cabeça artificial). Mede-se, portanto, o canal com o microfone da cabeça acoplado a um equipamento especial homologado como medidor de nível de pressão sonora e como audio-dosímetro, inserido normalmente os parâmetros para atendimento a NR-15 anexo 1 e 2, além da NHO-01, como nas avaliações de audio-dosimetrias na área industrial. O valor medido normalizado NE ou NEN, conforme taxa de duplicidade (q), não são dependente do canal auditivo do operador e sim da emissão da cápsula do fone (do head-set) como uma mini caixa acústica cujo valor pode ser comparado diretamente aos limites normativos das normas Brasileiras. O Sv 102 da Svantek com dois canais permite com os devidos acoplamentos as medições nos dois ouvidos da cabeça artificial. Recomenda-se realizar no mínimo uma amostragem de 11 a 22 avaliações de 70% ou mais da jornada para a avaliação da exposição dos operadores de teleatendimento de um site (veja mais).

 

Segue a cartilha abaixo preparada pelo www.isegnet.com.br para as questões de demonstrativos ambientais em teleatendimento.

http://acessoverd.dominiotemporario.com/doc/Cartilha_3R_GPCA_DEMONTRATIVOS_TELEATENDIMENTO.pdf

 

Não há justificativa ou razão em não realizar monitoramentos anuais atendendo ao legislador. Somado a isso há a possibilidade de autuação da auditoria fiscal do INSS e a necessidade atual de atendimento ao programa de governo e-social; que sem os demonstrativos anuais deixa a empresa em situação complicada. Além disso, há as ações regressivas do INSS junto aos profissionais prepostos das empresas que se omitiram. Veja Vídeo do Estado da Técnica.


 
"Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar o mundo de alguns que estão perto da gente através da prática do conhecimento convencendo mentes e corações" de RDR  
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