PROFISSIONAL TECNICAMENTE CAPACITADO E LEGALMENTE HABILITADO

A capacitação profissional possui características peculiares que a diferenciam e individualizam. Assim, o processo de capacitação deve ser formal e legalmente instituído para aquela finalidade específica. Não basta que alguém esteja (ou se sinta) apto para exercer um ato profissional. Pode estar vocacionado e evidenciar notável inclinação para a atividade, mas prioritariamente precisa estar capacitado e habilitado para tal.

É comum na área de Saúde e Segurança do Trabalho médicos e engenheiros laborando em área do conhecimento que demandam conhecimento prévio e específico como, por exemplo: demonstrativos ambientais de ruído e vibração, avaliações de acústica de salas ou estudo de impacto ambiental. Se “auto-capacitam ou se intitulam” por artigos e leituras de assuntos na internet ou por participação em eventos internacionais ou até mesmo a partir de cópia de relatórios e laudos de terceiros. Se defendem por mera interpretação de textos e não pelo estado da técnica. Ficam nervosos quando colocados em cheque: Dizem que não esta escrito na Norma... Qual a referência... Que a atende a fiscalização...

O profissional habilitado deve ter capacidade e recursos para atender os requisitos do cliente. Verificada a legalidade do processo capacitatório e a regularidade do documento que o atesta, o organismo habilitador da profissão declara a possibilidade do candidato vir a exercer sua atividade profissional. Então, a habilitação profissional se segue à capacitação.

"O bom profissional deve tomar ações imediatas quando qualquer aspecto de seu trabalho não estiver em conformidade com seus próprios procedimentos ou com os requisitos acordados com os clientes, inclusive realizar auditoria dos dados de medição realizando o descarte de dados incoerentes e sem justificativa para a atividade".

Não cabe a autoavaliação ou a simples mansão que a empresa ou o profissional atende aos requisitos técnicos e legais de uma licitação ou concorrência. Atestados e certidões do CREA, Art(s), Formação Profissional e Histórico na área são premissas mínimas que devem ser exigidas pelas empresas.

Estamos observando uma crescente atuação de profissionais inabilitados seja pelo uso de equipamentos inadequados, sem calibração na RBC/INMETRO ou calibração por normas antigas por só atenderem a critérios elétricos de partes do equipamento, seja  pela falta de conhecimento ou ingenuidade; por adquirirem sistemas de medições complexos empurrados pelos fornecedores.

Calculamos que uma simples auditoria de especialistas nas ciências metrológicas com conhecimento nas área de saúde, segurança do trabalho e meio ambiente, impugne a maioria dos laudos e demonstrativos ambientais atuais. Não entrando no estado da técnica, mas sim por mera observação simples e rápida dos relatórios. Há uma tendência em repassar algumas medições ambientais para laboratórios, o que não concordamos. Essa tendência tem ressonância no Ministério Publico e Autarquias Fiscais.

Ser um Laboratório não atesta competência técnica. E, ainda, a área de Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente demandam grande conhecimento das Normativas e Exigências Legais a época. O que falta é fiscalização dos conselhos e auditoria especializado dos demonstrativos ambientais.

Deixamos nesta matéria a referência ao Vocabulário Internacional de Metrologia, o VIM, uma das premissas para atuar na área de medição de grandezas metrológicas. Segue o VIM (Clique Aqui).

Seque informativo sobre questões técnicas e legais para reconhecimento mútuo e enquadramentos:


 
"Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar o mundo de alguns que estão perto da gente através da prática do conhecimento convencendo mentes e corações" de RDR  
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