Acústica Ambiental em Empreendimentos

Deve-se nos novos empreendimento no tocante as vedações externas atender à partes 4 e 5 da NBR 15575 de desempenho de edificações, relacionados aos sistemas de vedações verticais externas e coberturas: especificando, detalhando, quantificando,  criando soluções e intervenções com um projeto de acústica adequado atendendo as seguintes normas técnicas:

  • NBR 12179: Tratamento Acústico em Recintos Fechados;
  • NBR 10152: Níveis de Ruído Para Conforto Acústico;
  • NBR 10151: Avaliação do ruído para Conforto da Comunidade;
  • ISO 1996 de Monitoramento de ruído ambiental, amostragens e Grau de impacto;
  • NBR 15 575: Desempenho das Edificações, além da Legislação Municipal da Secretaria de Meio Ambiente e o Plano Diretor de uso do solo.

O não atendimento as normas podem deixar os envolvidos em situação complicada perante o Legislador, aos Órgão de Fiscalização e aos seus Clientes. O perito devem possuir profundo conhecimento desta normas para a emissão de laudos periciais sobre desempenho acústico de edificações (clique aqui).

Para o atendimento a NBR 15575 devem-se contemplar mapeamentos adequados de ruído do local do empreendimento em diferentes situações acústicas estabelecidas por períodos como premissa para dimensionamento acústico das vedações verticais internas e externas em função das fontes externas ambientais obtidas do mapeamento e das fontes internas oriundas do próprio empreendimento. Contemplando ainda os sistemas de pisos e coberturas que são determinantes para a qualidade acústica das edificações devido a maior exposição a fontes de trânsito e de aeronaves.

BOAS PRÁTICAS PARA A AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO ENCONTRADA:

Então, num primeiro momento deve-se identificar reconhecer e quantificar as fontes de ruído existentes no ambiente como trafego de veículos, rotas de aeronaves, fontes vizinhas de nível de pressão sonora, eventos sazonais permitidos pela Prefeitura, dentre outras. Os mapas de ruído por simulações são importantes para retratar uma situação acústica que deve ser calibrada com a realidade, contudo, o imprescindível é o levantamento da situação acústica em diferentes períodos atende a realidade a partir do monitoramento adequado antes do início das obras no empreendimento. A Norma 1996 estabelece critérios mínimos de amostragens para estudo dos graus de impacto, possibilitando o "registro balizador” dos ruídos existentes na área, confrontando-os com o zoneamento urbano: para melhor adequar o desempenho das fachadas do empreendimento a realidade, se resguardando de problemas futuros devido ao baixo desempenho dos matérias empregados ou até mesmo o levantamento do ruído externo da área pela mudança de trafego urbano ou rotas de aeronaves.

Deve-se neste contexto também prever e monitorar o ruído em diferentes fases da obra, como: terraplanagem, fundações e a durante a construção, contemplando as fases de acabamento e de acionamento das fontes internas instaladas como elevadores, aquecedores de piscina, geradores, sinaleiras, exaustores e escapamentos, dentre outras medições que deveriam ser vinculadas ao habite-se do empreendimento.

AVALIAÇÕES APÓS AS OBRAS E ENTREGA DO EMPREENDIMENTO:

As incorporadoras e construtoras deveriam na conclusão da obra e obtenção do habite-se realizar as medições de desempenho acústico com os laudos dos índices alcançados quantitativos e comparação qualitativa para atender a população: desempenho inferior, médio ou superior. Além disso, contemplar no manual informações que podem alterar essas índices com as mudanças de pisos e revestimentos, alertando os consumidores.

Norma de Desempenho NBR 15575 (veja resumo de acústica) aplicadas no Brasil:

  • Os Índices utilizados para medir objetivamente o desempenho acústico “in loco” e em laboratório através das normas ISO 140, ISO 712 e ISO 10140.
  • Recomendações típicas para os problemas acústicos mais comuns encontrados nas obras.
  • Calcular o desempenho acústico futuro de um ambiente de um edifício aplicando o procedimento de cálculo da Norma EN- 12354.
  • Atendimento a nova Norma ISO 16283-1, 2 e 3.

Nota importante: para a questão dos ensaios de desempenho acústico dos matérias deve-se solicitar laboratório acreditado no INMETRO. Contudo, para o desempenho acústico das edificações isso não é mandatório. Além de não ser possível ser o mesmo laboratório para ambas as questões para garantir idoneidade. O que deve-se buscar é empresa e profissional capacitado e habilitado (credenciado no CREA) com sistemas de medição homologados para as medições e emissões de laudos técnicos ambientais: conforme as normas de desempenho acústico. Garantindo a cadeia de custódia, atendendo as questões construtivas e de engenharia que são fundamentais em paralelo aos índices acústicos de desempenho.

 
"Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar o mundo de alguns que estão perto da gente através da prática do conhecimento convencendo mentes e corações" de RDR  
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